Os homens de Gouveia e Melo

Um grupo de personalidades próximas do PSD criou uma associação de apoio a Gouveia e Melo para Presidente da República,
Trata-se de nomes como Alberto João Jardim, Ângelo Correia, Isaltino Morais, António Martins da Cruz e Francisco George.
Alberto João Jardim foi presidente do Governo Regional da Madeira durante 37 anos e frequentemente acusado de impor um forte défice democrático nas ilhas, criando um regime de democracia imperfeita.
Ângelo Correia ficou conhecido em 1982, como Ministro da Administração Interna de Francisco Pinto Balsemão, por dar ordens à PSP para reprimir manifestantes da CGTP após se ter convencido que a central sindical era insurrecta contra a democracia por se encontrar uma caixa com pregos numa carrinha da Inter durante uma greve geral
Gosta de apregoar que foi o “criador” de Passos Coelho e quando este deixou de ter paciência para esta prosápia vingou-se, chamando a Passos “devoto da troika” e possuidor de Síndrome de Estocolmo.
Isaltino Morais esteve preso na Carregueira quase três anos pelos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais e o seu livro “A Minha Prisão” é pródigo na descrição de opíbaras refeições, com a conivência de alguns guardas prisionais, onde a perdiz na púcara é rainha gastronómica.
António Martins da Cruz, MNE de Durão Barroso, foi protagonista de um caso polémico com a sua filha, em 2003, por esta ter entrado no curso de Medicina, na Universidade Nova de Lisboa, num contingente especial em virtude das funções anteriores do pai como diplomata e ter feito parte dos estudos secundários no estrangeiro.
Francisco George é um dos sampaístas que há quase 40 anos fez um pacto, juntamente com nomes como Daniel Sampaio, Ferro Rodrigues e Celso Cruzeiro, para cada um ganhar posições no aparelho de Estado e guindarem o guru do grupo (Jorge Sampaio) à Presidência da República. Foi um pacto celebrado no meio de um repasto em Sintra, a que chamaram “o jantar das estacas”.